De repente, o amor desapareceu. Luíza sentia vergonha de si mesma, e não sabia muito bem explicar o motivo. Queria desaparecer. Não planejava para onde, só sabia que queria sumir. Queria correr para longe de si. Sua convivência consigo mesma estava ficando muito desagradável. Mas, o mais insuportável mesmo, era a convivência com outrem. Não exatamente porque ela não gostava da companhia das pessoas, não porque ela não gostava das próprias pessoas, e sim porque ela não suportava mais não saber se fingia que estava tudo bem ou se o certo seria demonstrar que nada estava indo bem. Porque, cada vez mais que Luíza fingia, doía. E como! Por outro lado, se Luíza demonstrasse, não queria saber das pessoas a sua volta perguntando qual é o motivo de tanto sofrimento. Ela só queria ficar sozinha. Ficar sozinha, e não de se sentir assim. Ela queria, de verdade, dar um descanso para si. E era estranho quando as pessoas a faziam sentir especial, pois ela sempre pensava que ela não iria durar muito… Com tanta dor, quem consegue seguir em frente por muito tempo? Se sentia um fracasso por sempre deixar para depois, por nunca conseguir ter coragem. Ela não sabia mais de nada. Só sabia que a dor era maior que seu peito inteiro e ela não queria mais continuar com aquilo e a unica solução seria aquilo que todos dizem não ser uma solução. Será que alguém sabe o que acontece depois de um suicídio? Não sou de pensar que a pessoa será imensamente castigada por isso. Mas Luíza não pensava muito no “depois”, ela só pensava que a dor era grande. E que a consumia.
— Solitária. (via fckineedu)

4 minutes ago · 53 notes · reblog
originally fckineedu · via sol1taria
Minha vida está virando uma merda maior a cada passo que eu dou,é como andar para trás, a cada passo que você dá mais para trás você fica, É como tomar energético com um sedativo em suas artérias, é como tentar ver com lágrimas em seus olhos.O pior é que eu escondo escondo e mais coisa aparece, como eu vou esconder isso tudo?, chega um tempo que um sorriso e uma maquiagem falsa não dão mais para esconder coisas que se passam dentro do coração. É porque eu gosto de guardar certas coisas para mim mesma.
— Maria Luiza Lopes, Anti-veneno. (via pequena-suicida)